Chegou a hora do Brasil inteiro entrar em campo para combater a principal causadora de mortes no país, a hipertensão. A falta de controle da pressão arterial pode causar diversas complicações, capazes de reduzir significantemente a qualidade de vida.

A campanha “Eu Sou 12 por 8” foi desenvolvida pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia para ajudar os brasileiros a viverem mais e com muito mais saúde.

Vista essa camisa e entre para nossa seleção: meça sua pressão arterial, faça exercícios físicos, controle o peso, a alimentação, visite seu médico periodicamente e ajude a divulgar essa campanha.

Embaixadores da campanha

Veja quem já participa da campanha e o que eles têm a dizer sobre a campanha:

  • Ronaldinho Gaucho
  • Diego Tardelli
  • Jô Silva
  • Victor Leandro
  • Maurício de Sousa
  • Vitor Belfort
  • Paloma Bernardi
  • Caio Castro
  • Bell Marques
  • Natália do Vale
  • Letícia Sabatella
  • Humberto Gessinger
  • Ronaldo
  • Mariana Caltabiano
  • Diogo Portugal
  • MV Bill
  • Carolina Ferraz
  • Lázaro Ramos
  • Samuel Rosa
  • Lucas Mendes
  • Ney Matogrosso
  • Ricardo Amorim
  • Sarah Oliveira
  • Guilhermina Guinle

O que é a hipertensão?

Hipertensão arterial acontece quando a nossa pressão está acima do limite considerado normal, que, na média, é máxima em 120 e mínima em 80 milímetros de mercúrio, ou simplesmente 12 por 8. Valores inferiores a 14 por 9 podem ser considerados normais a critério médico. As pessoas que têm familiares hipertensos, que não têm hábitos alimentares saudáveis, ingerem muito sal, estão acima do peso, exageram no consumo de álcool ou são diabéticas têm mais risco de desenvolver a hipertensão.

Causas

Níveis da pressão arterial

A pressão arterial é medida através de aparelhos como o tensiômetro ou esfigmomanômetro e pode ter uma variação relativamente grande sem sair dos níveis de normalidade. Para algumas pessoas ter uma pressão abaixo de 12/8, como, por exemplo, 10/6, é normal.Já valores iguais ou superiores a 14 (máxima) e/ou 9 (mínima) são considerados como hipertensão para todo mundo. Meça a sua pressão e compare com a tabela abaixo:

Prevenção e tratamento

Quem tem parentes hipertensos, está acima do peso, tem mais de 40 anos de idade, é portador de diabetes ou de outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares (como colesterol elevado, tabagismo, estresse) deve medir a pressão regularmente e fazer a prevenção da doença, pois tem maior risco de se tornar hipertenso.

Quem já é hipertenso (pressão igual ou acima de 14 por 9) ou tem a pressão arterial limítrofe (acima de 12 por 8 e inferior a 14 por 9) deve fazer controle médico periódico e seguir as orientações dadas por aquele profissional. Para prevenir e controlar a hipertensão, é importante fazer atividades físicas regulares (de pelo menos 30 minutos ao dia, 3 ou mais vezes por semana), reduzir o consumo de sal da alimentação (não use o saleiro, evite alimentos prontos e industrializados, utilize outros temperos), manter o peso adequado (reduzir o peso se tiver sobrepeso ou obesidade), controlar o estresse (sono adequado, controle da ansiedade e depressão, relaxamento) e, se necessário, utilizar medicamentos prescritos pelo médico de forma constante. A maioria dos hipertensos, mesmo com hábitos saudáveis, precisa utilizar medicamentos.

Os princípios ativos mais modernos não causam efeitos colaterais importantes e protegem os órgãos vitais (coração, cérebro, rins, olhos e artérias) dos riscos da hipertensão.

10 mandamentos para prevenção e controle da pressão alta

  1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
  2. Pratique atividades físicas todos os dias.
  3. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
  4. Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.
  5. Reduza o consumo de álcool. Se possível , não beba.
  6. Abandone o cigarro.
  7. Nunca pare o tratamento, é para a vida toda
  8. Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.
  9. Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.
  10. Ame e seja amado.

Como você pode ajudar na campanha

A arma mais poderosa para combater a hipertensão é a informação. E você pode ajudar a espalhar conhecimento sobre essa condição entre as pessoas.

Baixe o kit digital de emoticons, fundo de tela e ícones e divulgue a campanha nas redes sociais.

Você vai fazer diferença na vida de muitas pessoas.

Dúvidas Frequentes

  • 1) O que é pressão arterial?

    Pressão arterial é a força causada pela contração do coração e das paredes das artérias para impulsionar o sangue por todo o corpo, a fim de fornecer oxigênio e nutrientes para o funcionamento do organismo.

  • 2) Por que devemos ter a pressão arterial 12 por 8?

    Quando a pressão está em 12 por 8 ou menos, tudo funciona bem. Mas quando a pressão está continuamente aumentada, alguns órgãos importantes, como o coração, o cérebro, os rins, os olhos e as próprias artérias, entre outros, sofrem maior desgaste e podem surgir doenças. Quando a pressão está acima de 14 por 9, os médicos diagnosticam a hipertensão arterial. Valores entre 12 por 8 e 14 por 9 são chamados de pré-hipertensão ou pressão limítrofe, já requerendo cuidados como controle do peso e do estresse, redução do sal na alimentação, abandono do sedentarismo e, em muitos casos, uso de medicamentos.

     

  • 3) O que querem dizer os números 12 e 8?

    Essa é uma forma simples de dizer que a pressão máxima está em 120 e a mínima em 80 milímetros de mercúrio (mmHg). Essa medida é realizada pelo aparelho de medir a pressão arterial, que é chamado de tensiômetro ou esfigmomanômetro, que pode ser manual ou automático. Para ficar mais fácil, eliminam-se os zeros e, em vez de dizer 120 por 80, diz-se apenas 12 por 8.

    A pressão máxima, ou sistólica, ocorre quando o coração contrai (sístole) e é a maior pressão entre um batimento e outro. A pressão mínima (diastólica) é aquela que ocorre quando o coração está relaxado (diástole), fase necessária para que ele se encha de sangue para em seguida se contrair novamente. É importante lembrar que o coração de um humano adulto bate (contrai) cerca de 100 mil vezes em um único dia. Se a pressão estiver aumentada, o seu trabalho será maior.

     

  • 4) A hipertensão pode ser considerada como um problema de saúde pública no Brasil?

    A hipertensão é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardíacas e vasculares no Brasil e no mundo. Cerca de 25% a 30% dos adultos do planeta apresentam elevação da pressão arterial e estima-se que menos de 10% desse imenso universo de pessoas em risco esteja em tratamento correto e contínuo. No Brasil, onde há mais de 30 milhões de hipertensos, a primeira causa de morte é o acidente vascular cerebral, seguida do infarto do miocárdio, doenças cuja principal causa é a hipertensão não controlada. Embora outros fatores de risco – como tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade, estresse e sedentarismo – sejam também importantes causas das doenças cardiovasculares, a hipertensão destaca-se entre todos.

  • 5) A hipertensão tem cura?

    Cerca de 10% das causas de hipertensão podem ser eliminadas. São as chamadas hipertensões secundárias a distúrbios hormonais, renais, circulatórios ou associadas ao uso de fármacos. Algumas dessas causas podem ser removidas e a hipertensão é curada. A obesidade também tem sido encarada como uma causa de hipertensão secundária. Muitos hipertensos que conseguem perder peso – com tratamentos dietéticos, clínicos ou cirúrgicos – têm sua hipertensão controlada e muitas vezes eliminada. Mas a grande maioria, 90% dos hipertensos, necessita de uso contínuo de medicamentos.

  • 6) Além da medicação, o que pode ser feito para melhorar a saúde do hipertenso?

    As adequações do estilo de vida são tão importantes quanto o uso de medicações. Embora seja difícil modificar hábitos de vida, uma cuidadosa atenção às recomendações de reduzir o consumo diário de sal na alimentação, abandonar o sedentarismo, realizar atividades físicas programadas, o alcance do peso ideal e a adoção de uma alimentação equilibrada podem operar milagres. Dietas baseadas em maior consumo de vegetais e ricas em potássio, magnésio e cálcio, não difíceis de serem seguidas, podem reduzir significativamente a pressão e atenuar ou eliminar a necessidade de medicamentos.

  • 7) Quais os efeitos colaterais do tratamento da hipertensão?

    Os efeitos colaterais dos medicamentos, hoje bem conhecidos, podem ser controlados com ajustes terapêuticos e ocorrem principalmente nos fármacos mais antigos. Novos medicamentos anti-hipertensivos têm baixo percentual de efeitos adversos. No entanto, o medo da ocorrência de efeitos colaterais – como a ideia de que possam levar à disfunção sexual no homem e o receio de ganho de peso nas mulheres – têm impedido a plena adesão ao tratamento, expondo milhares de pessoas ao risco da doença.

  • 8) É seguro praticar exercícios físicos quando se tem hipertensão? Quais os riscos e como evitá-los?

    O exercício físico faz parte do tratamento da hipertensão. Os melhores exercícios são os aeróbios, como caminhadas, corridas, ciclismo ou natação. Mas exercícios resistidos, como a musculação e Pilates, também podem trazer benefícios aos hipertensos. O importante, no caso dos hipertensos e cardiopatas, é ter uma orientação médica individual especializada, baseada em exames específicos e na avaliação clínica. A escolha das modalidades esportivas, do ritmo e da intensidade de treinamento devem ser orientados individualmente. Também, atividades leves como jardinagem, dança ou simplesmente o passear pelo “shopping” podem trazer benefícios, principalmente aos idosos e sedentários. O importante é acumular pelo menos 30 minutos de exercícios ao dia.

  • 9) A pessoa hipertensa tem maiores riscos quando se submete a uma cirurgia?

    A hipertensão controlada não aumenta o risco de um procedimento cirúrgico. Contudo, muitos hipertensos apresentam disfunções cardíacas, renais, cerebrais e circulatórias, causadas por um passado de hipertensão sem adequado controle, que podem aumentar o risco de uma cirurgia ou em qualquer situação de estresse.

  • 10) Como a alimentação influencia na hipertensão?

    A obesidade representa o maior fator externo para o desenvolvimento da hipertensão. Muitas vezes herdamos um componente interno, genético, para o desenvolvimento da hipertensão. Com o aumento do peso, o envelhecimento ou a ocorrência de uma situação de estresse, a hipertensão se manifesta. O sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da hipertensão. Está comprovado que o consumo exacerbado de sal, de gorduras saturadas e o baixo consumo de frutas e vegetais podem também colaborar para o surgimento da hipertensão.

  • 11) Por que o sal eleva a pressão arterial?

    O sal, pelo mecanismo conhecido como osmose, aumenta a retenção de água pelo organismo, o que faz elevar a pressão nas paredes das artérias. Além disso, o sódio contido no sal promove edema das paredes das artérias, reduzindo a luz delas, além de promover a contração dessas ao inibir uma substância dilatadora (o óxido nítrico). Esses mecanismos fazem elevar a pressão arterial. Quem tem pressão alta deve reduzir o consumo de sal na alimentação, evitando o uso do saleiro, o consumo de produtos industrializados e de produtos sabidamente ricos em sódio.

  • 12) O tabagismo influencia na hipertensão?

    Após fumar um cigarro, ocorre uma contração aguda e efêmera das artérias com consequente elevação pressórica. De uma maneira geral, o fumo não está entre as principais causa de hipertensão, mas grandes tabagistas, que fumam de forma constante, podem apresentar elevações sustentadas da pressão. A consequência mais danosa do fumo ocorre a longo prazo, pois pode haver uma aceleração da aterosclerose – a degeneração e o envelhecimento da circulação. Artérias degeneradas e mais rígidas apresentam pressão mais elevada e mais chances de desenvolvimento de infartos e derrames.

  • 13) Como o estresse influencia na hipertensão?

    O sistema nervoso foi um dos primeiros mecanismos associados à elevação da pressão. Uma hiperativação desse complexo sistema, seja pelo estresse psicosssocial, seja por fatores genéticos individuais, está entre as causas do aparecimento e da manutenção da hipertensão. Estudos que envolveram práticas de relaxamento e até uma técnica especial de respiração lenta programada têm demonstrado significativas reduções da pressão em hipertensos e têm sido usadas como alternativas coadjuvantes do tratamento.

  • 14) Como a genética influencia na hipertensão?

    Quem tem o pai ou a mãe com hipertensão tem 30% de chances de se tornar também hipertenso. Se a herança é bilateral, o risco da hipertensão vai para até 50%. Herdamos, junto com nosso código genético, milhões de possibilidades de surgimento de doenças. No caso da hipertensão, quem é filho de hipertensos deve fazer avaliações médicas periódicas, controlar o peso, o estresse, restringir o consumo de sódio e manter uma alimentação balanceada, rica em vegetais, pois tem mais possibilidade de se tornar também hipertenso.

  • 15) Os hipertensos podem fazer a verificação da pressão arterial em casa?

    Atualmente, os médicos estimulam os hipertensos a realizar medidas de pressão arterial em casa. A medida da pressão domiciliar é um dado importante para o ajuste terapêutico, uma vez que um grande percentual de indivíduos apresenta uma elevação tensional da pressão no consultório, fato que não ocorre nas automedidas. Os médicos, contudo, devem orientar seus pacientes quanto à técnica de aferição e à escolha de equipamentos automáticos confiáveis quanto à precisão das medidas.

  • 16) O que pode acontecer ao hipertenso se não tratar da sua elevada pressão arterial?

    Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que um hipertenso, mesmo com discretas elevações da pressão, se não tratado, pode ter a expectativa de vida reduzida em até 16,5 anos. Além disso, o hipertenso não controlado tem maior chance de sofrer infartos do coração, derrames cerebrais, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, impotência sexual e até demência cerebral, entre outras complicações nem sempre fatais, mas que podem alterar significativamente a qualidade de vida.

  • 17) Existe risco em ter a pressão baixa?

    Muitas pessoas têm a pressão abaixo de 12 por 8, continuamente. Hoje se sabe que esses níveis de pressão arterial são bons para a saúde do coração, do cérebro e dos rins. Assim, não há a necessidade de tratamento da pressão baixa. Algumas pessoas que têm normalmente a pressão mais baixa podem apresentar tonturas em situações em que a pressão cai mais ainda – como em casos de estresse emocional, calor excessivo, desidratação ou uso de medicamentos. Nesses casos, o melhor a fazer é tomar líquidos. A hidratação é o melhor tratamento para a queda da pressão arterial. A recomendação popular de ingerir sal não traz benefícios para a elevação de pressão imediatamente.

  • 18) A falta de sintomas acerca da hipertensão significa não possuí-la?

    A maioria dos hipertensos não apresenta qualquer sintoma ou sinal referente à hipertensão. Ou seja, a hipertensão é, na maioria das vezes, assintomática. Sintomas como dor de cabeça, dor na nuca, enjoos, tonturas e falta de ar podem estar associados à hipertensão, mas não são específicos da doença. Muitas vezes, os sintomas surgem quando a hipertensão já causou danos ao coração, ao cérebro, aos rins, aos olhos ou outros órgãos. Por isso, é importante tratar a hipertensão, mesmo sem sintomas. O diagnóstico da hipertensão é relativamente simples: basta medir a pressão no consultório médico ou realizar automedidas com equipamentos automáticos calibrados.

  • 19) O que pode acontecer a curto, médio e longo prazo, se a hipertensão não for controlada?

    A hipertensão provoca um desgaste mais acelerado das artérias e nos principais órgãos irrigados por elas: coração, cérebro, rins, olhos. Assim, a hipertensão não controlada funciona como um acelerador do envelhecimento das artérias e de todo o corpo humano. Um hipertenso que não se trata tem, segundo a Organização Mundial de Saúde, uma redução na expectativa de vida de até 16,5 anos. Além disso, a qualidade de vida também é afetada pela doenças nesses órgãos, tais como infartos, derrames, aneurismas, insuficiências cardíaca e renal, alterações da visão, entre outras.

  • 20) Qual o potencial risco de hipertensos terem IAM ou AVC ?

    Dados recém-divulgados pelo serviço de saúde dos Estados Unidos da América revelam que a cada ano morrem 7,6 milhões de pessoas em todo o mundo devido à hipertensão. Cerca de 80% dessas mortes ocorrem em países em desenvolvimento, como o Brasil, e mais da metade das vítimas têm entre 45 e 69 anos. A hipertensão arterial é responsável, segundo o documento, por 54% de todos os casos de AVC e 47% dos casos de infarto, fatais e não fatais, em todo o mundo. Nesta última década, a hipertensão fez mais de 70 milhões de vítimas fatais.

  • 21) O que é IAM?

    É a sigla de infarto agudo do miocárdio. Ocorre quando uma das artérias que irrigam o coração, as artérias coronárias, sofrem um entupimento, provocando a falta da chegada de sangue e morte desse território. Quanto maior a área do infarto, maior a gravidade. Cerca de metade dos infartos são fatais. O infarto representa a primeira causa de mortes na maior parte do mundo. A principal causa de infartos é a hipertensão. Outros fatores, como colesterol elevado, tabagismo, diabetes, envelhecimento, estresse, hereditariedade e sedentarismo, também estão associados à ocorrência de infartos.

  • 22) O que é AVC?

    É a sigla de acidente vascular cerebral. Ocorre quando há uma trombose ou rompimento (derrame) de uma artéria do cérebro. Pode levar a sequelas como paralisias de braços, pernas e face, comprometimentos da fala e raciocínio e até à morte. Representa a primeira causa de mortes no Brasil. A principal causa de AVC é a hipertensão, responsável por 54% ou mais dos casos. Outras causas de AVC são aneurismas congênitos e embolias vindas do coração ou das artérias. A melhor forma de prevenir o AVC é controlar a hipertensão, as arritmias cardíacas e outros fatores de risco do coração, como colesterol, tabagismo, diabetes e sobrepeso.

  • 23) Existe algum tratamento que previna esse cenário?

    O tratamento da hipertensão previne as complicações cardíacas e vasculares da doença. Mas é importante que o tratamento seja feito de forma contínua, sem interrupções. Também é importante a realização de consultas médicas periódicas, pois podem ser necessários ajustes na medicação, na alimentação ou na orientação de atividades físicas, além de exames ocasionais para checagem de outros fatores de risco. Há, atualmente, medicamentos que têm comprovados benefícios adicionais além do controle da hipertensão, como na prevenção de complicações, mesmo em situações de maior risco. Só o médico poderá avaliar qual o melhor esquema de tratamento para cada caso.

  • 24) O medicamento deve ser tomado mesmo não tendo os sintomas?

    A hipertensão é, na maioria das vezes, assintomática. Sintomas como dor de cabeça, tonturas, edema das pernas, palpitações e sangramentos nasais podem ser sugestivos de hipertensão, mas não são específicos da doença. Com ou sem sinais e sintomas, a hipertensão é danosa ao organismo. É a maior causa de derrames, infartos, insuficiência dos rins, aneurismas, além de estar associada a várias outras doenças. Por isso, a hipertensão deve ser tratada continuamente, mesmo que não haja sintomas.

  • 25) O que fazer quando não se pode comprar o medicamento?

    Mais de 90% dos hipertensos necessitam utilizar medicamentos para o controle da doença. Apenas uma pequena parcela consegue controlar a pressão com dieta adequada, perda de peso, redução do consumo de sal, controle do estresse e atividade física regular. Mesmo quem usa medicamentos deve seguir as orientações de adequação do estilo de vida, pois essas medidas podem reduzir a quantidade necessária de remédios. Quando o custo do medicamento é um obstáculo ao tratamento, deve-se discutir com o médico a possibilidade de modificação do esquema terapêutico para o uso de medicamentos menos onerosos ou que estejam disponíveis no sistema público de saúde. O importante é não deixar de se tratar adequadamente.


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"EU SOU 12 POR 8" É UMA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE OS RISCOS CAUSADOS PELA HIPERTENSÃO ARTERIAL.
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Campanha do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC - Sociedade Brasileira de Cardiologia.
As personalidades presentes neste material cederam gentilmente suas imagens para a campanha "Eu sou 12 por 8".